Viradas da vida

Abas primárias

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Conto essa história ainda com o cheiro dela em meu corpo. Preciso desabafar e aqui virou um bom lugar pra fazer isso.

Como todos aqui gostam de fazer, começo pela minha descrição e espero que compreendam o quanto a minha situação, na época, importa pra mim.

Nasci em uma cidade pequena, com poucos habitantes e cresci sendo alvo de bully de todos em volta. Cidade de campo mesmo, sem nada além de habitantes cuidando um da vida do outro. Quando adolescente, trabalhava na roça com meu pai, fazia trabalhos braçais, na escola era dedicado e inteligente. O problema maior era a minha timidez. Completamente tímido e cabisbaixo, num canto, onde ninguém me notava.

As coisas teriam sido muito mais simples se eu tivesse apenas seguido a onda e virado da moda sertaneja, estaria tudo bem, mas tive a infelicidade de ser roqueirinho e deixar o cabelo crescer. Além de desprezado pelas pessoas à minha volta, agora era chamado de menininha e coisas do gênero. Magro, com 65 kg e 1.80 de altura, era praticamente um alienígena cabeçudo. Não me adaptava a esportes, à grupinhos, a nada daquele colégio.

Entre essas pessoas, existia uma certa Andressa. A coisinha desejada do colégio. Atleta, atriz dos grupinhos de teatro, popular e desejada por todos os outros meninos de lá. E eu apenas a via de longe. Até hoje lembro que minha primeira masturbação foi pensando nela. Mas completamente intocável.

Inclusive, usarei um texto que escrevi quando nossa professora de português pediu pra descrevermos um colega de classe anonimamente, como um trabalho valendo nota. Ela saberia quem era o aluno que enviou, sendo um jogo pra turma descobrir quem era a pessoa descrita:

"Ela tem uma pele angelical e sardenta, que se enrugam e formam a mais delicada covinha em suas bochechas quando sorri. Seu sorriso é vasto e inunda o coração daqueles que possuem a sorte de o ver. Sorte não tão complicada de ter pois ela vive sorrindo. Não um sorriso bobo, como de qualquer um, mas um sorriso de verdadeira felicidade. Seus olhos são de um verde escuro e intenso, que somente percebemos quando prestamos atenção, mas que são expressivos como uma manhã de sol."

Eu era tão bobo naquele tempo.

Andressa, por vários meses queria saber quem tinha escrito aquilo sobre ela. Perguntou pra todos na sala e ninguém nunca admitiu ou me apontou como dono daquele texto. Meses se passaram e ela começou a namorar outro popularzinho do colégio. Um garoto que era um merda, de um grupo country, na época.

Para ajudar, a filha da professora estava em outra sala e era amiga de Andressa. Num descuido, a professora acabou contando para sua filha que havia sido eu quem tinha escrito o tal texto.

Nem certo dia, ela vem até minha mesa e diz que tudo aquilo que ela era, era apenas do namorado dela e que nunca ficaria com um derrotado feio como eu. Que achava que eu era gay pelo cabelo comprido. Na saída do colégio, apanhei do namorado dela e de mais dois amigos dele. Não tive o que fazer.

Aí que vem a parte interessante. Os anos fizeram muito bem à mim. Assim que saí do ensino médio, tive a oportunidade de ir à cidade grande e ter uma vida de adolescente que sempre quis. Conheci outros caras estranhos como eu, estudei e comecei a tirar uma grana legal. Conheci as pessoas erradas que precisava conhecer. Bebia quase todos os finais de semana. Comecei a lutar, a fazer academia, a conhecer o universo feminino. Cortei o cabelo, comprei uma moto bacana e fui convidado a um grupo de motociclistas. E não eram qualquer motociclistas, eram do tempo que ainda exigiam que os respeitassem, à base da força. Cansei de brigar em bar apenas por me olharem torto. Eles me ensinaram a me defender.

Agora, com meus 110 kg malhados divididos em 1.86 kg, imponho respeito onde passo. Meu corpo tem tatuagens por toda parte, e não são aquelas tatuagens caras que qualquer um usa por aí, são tatuagens marcadas pelo tempo, pela poeira do asfalto. As mãos são marcadas por brigas na rua, tenho marca de uma facada nas costas, o olho com uma cicatriz no supercílio, o queixo ligeiramente torto por um soco inglês. Os olhos antes doces e tímidos se trocaram por um ódio indescritível pela raça humana. O coração que antes era apaixonado se virou como uma pedra que só se interessava em sexo fácil e motocicletas. Depois disso, ainda tive a oportunidade de trabalhar em navios de cruzeiro e conhecer o mundo inteiro como cozinheiro. Isso rende outras histórias, que ficam pra próxima se vocês avaliarem bem o meu conto.

Com o aniversário de 13 anos que me formei daquele inferno de colégio, há um mês recebi um email falando que a "turminha do barulho" vai se reunir novamente. Senti nojo, a princípio, mas meus amigos que sabem como foi meu passado lá dentro, falaram que poderia ser uma boa ideia aparecermos lá.

E foi o que fizemos.

A tal festa era pra ser um churrasco estilo americano. Cada um levava alguma coisa pra comer ou pra beber e uma linda confraternização. Assim, bolei meu plano. Comprei algumas especiarias, alguns ingredientes, um bom entrecôte (corte argentino mas sem filetar), coloquei nos alforjes da minha moto e chamei mais 10 dos meus amigos do motoclube.

Chegamos na chácara escolhida e aquele inferno de festa. Criança correndo pra todo lado, os caras com seus 30 anos jogando a pelada deles, com banha caindo pra fora de tanta cerveja que tomaram. As motos já chamaram a atenção pelo ronco ensurdecedor. As crianças correram pra todos os lados e nisso vem um dos meus antigos "colegas":

- Aqui é festa particular, a chácara está fechada e vocês podem sair que pra lá tem um pesque-pague com piscina.

- Não é aqui os formados do colégio de 2005? - Disse eu, tirando o capaceteMiguel?

- E aí, Walmir, tudo bom? Espero que não ligue, meus amigos estão indo viajar e acharam legal dar uma parada. Trouxemos cerveja, mas eles já vão embora.

Tirei o pedaço de carne do alforje e me dirigi ao salão com churrasqueira. O assombro de todos foi de um silêncio ensurdecedor.

- E aí, gentePude ver os olhos de todos me queimando. As garotas olhavam esse pedaço de homem e suspiravam. Olhavam então para seus maridos e viam como a vida de descuido deles haviam arruinado suas aparências. Tenho certeza que nenhuma delas sabia o que era sexo por semanas. E os homens, pelo ciúme. Minha moto vale muito mais que qualquer um dos carros deles. Sem filhos. Sem preocupações. Eles se contorciam.

Foi quando joguei aquele pedaço enorme de carne sobre a mesa, tirei minha faca da cintura e comecei a cortar que Andressa reaparece em minha frente. A reconheci pelo rosto, pois estava sentada numa mesa com outras amigas, de perfil para mim.

Meus amigos ficaram em volta, conversando apenas comigo e olhando torto para todos que estavam ali.

Habilmente filetei e limpei os filés. Quando comecei a cortar as cebolas e os insumos para fazer a marinada, que o namorado de Andressa, agora marido, apareceu e veio me perguntar:

- Oi Miguel, achei que não iria te ver nunca mais.

- Olá, Pedro. Algum problema de eu ter vindo? Está incomodado?

- Não não, é bom te ver, cara. Ver que você está vivo. Ninguém mais soube notícia sua, tive que pedir pra sua irmã o seu email pra te avisar.

- Bacana cara, chamou teus amigos também?

- Porra, você sabe que isso passou, né, que éramos adolescentes, eu queria te pedir desculpas e tal.

- Bira - disse eu, a meu amigo lutador de vale-tudo e 3 vezes maior que eu - Você acha que eu deveria desculpar esse cara por me bater covardemente com mais dois caras ajudando ele?

- Claro, Miguel, problema nenhum em perdoar esse tipo de covarde.

Nisso Bira deu um "abraço de amigo" com um braço só e um chacoalhão em Pedro que eu teria me mijado de medo.

- Esse cara aqui é bem legal, né, a gente não faria nada de ruim com ele.

Ele saiu torto, sem saber o que pensar. O clima no churrasco era de tensão. Nisso, Andressa se levanta. Aí sim pude ver o que ela havia se tornado. As coxas eram grossas e o rabo era esculpido. Redondo, em pé. A barriga demonstrava sinais de idade, mas os seios volumosos tirava toda a atenção de qualquer defeito que poderia haver naquele corpo. Estava bem maquiada, com os cabelos soltos nos ombros, ainda cacheados.

- Miguel, você não teve essa coragem de vir até aqui pra arrumar confusão, né?

- Relaxa Andressa. Eu vim aqui pra ver que fim a vida deu pra todo mundo. Estou no meu canto e quem veio me encher foi ele.

- Tudo bem, ele já está indo para outro lado. Pronto, acabou.

Bira largou o sujeito, que saiu cambaleando e sentou do outro lado da mesa, bem longe da vista de todos.

- Sua mãe me disse que você andou rodando o mundo, onde aprendeu a fazer esse tipo de churrasco?

- O molho da marinada é australiano e o corte argentino. Queria ter trazido mais coisas, mas na moto é meio complicado.

- E sua mulher?

- Que mulher? Pra que eu vou precisar de uma sangue-suga atrás do meu dinheiro? Mais fácil pagar uma puta.

- Nossa calma...

- Eu estou calmo.

- É dona - disse outro - A gente tá de boa.

Ela saiu também, e o churrasco continuou sendo não muito diferente dos meus anos de colégio. Eu num canto e o pessoal se divertindo com futilidades que não me interessam. Larguei as carnes pra um dos idiotas que achava que sabia cozinhar e fiquei apenas bebendo.

Com a sei-lá-quantas cervejas que já havia tomado, precisei urgentemente ir ao banheiro. O banheiro estava sujo, com uma aparência estranha, mas por incrível que pareça, cheirava bem. Mijei e saí, arrumando o cinto, quando dou de cara com Andressa.

- Oi.

- Oi.

Os olhos se cruzaram e eu imediatamente percebi o que ela queria. A abracei, carinhosamente e beijei. Neste momento, toda minha insegurança, minha timidez, minha paixão voltaram a mim. Eu havia amado aquela garota por anos, e enfim realizava o meu sonho. Foi um beijo tenro, macio, apaixonado.

Bira então vem ao banheiro e flagra a situação. Entendeu o que estava acontecendo e chamou os outros pra ficarem por ali, conversando. Ninguém se aproximaria deles, mesmo pra ir no banheiro, pois haviam outros perto do campo de futebol.

Senti as mãos de Andressa subirem ao meu pescoço e nuca, que se separou de minha boca e disse em meus ouvidos.

- Sabe, eu só vim atrás de você por que achei que você era mais bruto, mas continua sendo o merda que sempre foi.

O ódio me consumiu. Voltou tudo de uma vez e eu perdi a noção da realidade. Levei minhas mãos a seu pescoço, apertei com força e a levantei. Eu juro que teria a matado se ela não tivesse a atitude que tomou enquanto seu rosto avermelhava pela pressão.

Levou as mãos até seu vestido, tomara-que-caia verde e puxou os seios para fora. Eram lindos. Machados pelas suas sardas e os mamilos duros e pontiagudos apontavam em minha direção. Perfeitamente redondos e incríveis. Não pude resistir a tentação e os beijei. Demoradamente enquanto lentamente a soltei no chão. Andressa então passa a mão pela minha cabeça enquanto enterra as unhas em minhas costas.

Meti a mão em sua bunda que cabia exatamente em minha mão. Os dedos, começando a tocar a borda de sua vagina sentiram o calor e o úmido que já estava. O apertão a faz suspirar e se contorcer, que dá pra sentir o dedo do meio adentrando um pouco em suas carnes, ainda que de calcinha.

Ela puxou minha cabeça pelos cabelos para trás e veio um tapa estalado, na minha cara, que deu pra ouvir do salão. Foi uma das caras mais de vagabunda que vi na vida. Os olhos me desafiavam a fazer o que eu bem entendia e testar seus limites.

Não me fiz de rogado e com minha mão direita, peguei em seu cabelo, firmemente e a girei, ficando de cara com a parede fria, pressionando seu crânio contra a parede, e com a esquerda empinando aquele rabo fenomenal contra meu corpo. Era uma ereção dolorida dentro de minha calça, que apertava contra sua bunda. Eu sentia aquele quadril vibrando de medo e tesão. Ela começou a rebolar e eu apertei mais ainda seu cabelo. Se ela queria me fazer sofrer pelo tesão, eu a faria vibrar pela dor.

Soltei então seu quadril e a empurrei para dentro do banheiro, ainda a segurando pelos cabelos. Joguei-a de qualquer jeito em cima da pia e deu pra ver que sua maquiagem já estava começando a borrar. Ela sentou-se então de perna aberta, esperando que eu fosse continuar com aquele joguinho de beijo na boca e abriu as pernas, me olhando fogosamente nos olhos, mas ao ver aquela buceta linda coberta por uma calcinha preta, muito pequena, entre aquelas coxas, não consegui resistir e a beijei, enquanto a deitava, toda torta, e desci com a lingua pelos seios, procurando seu sexo.

Quando me aproximei da calcinha encharcada, pude sentir o calor dela pelos meus lábios, sem mesmo tocar em seu corpo. Ela pingava seus flúidos. Levei a mão pelos quadris esperando tirar a calcinha, mas essa foi uma tarefa complicada. Estava tão enfurecido que rasquei um pedaço do vestido e simplesmente tirei meu canivete do bolso e cortei sua calcinha, abrindo então a passagem para minha boca.

- Você está maluco? Como que eu vou pra casa assim?

- Cale a boca, sua puta, ou eu faço outra buceta igualzinha do lado dessa. - E a cutuquei com a ponta do canivete.

Suas entranhas eram de um rosado lindo e os lábios maiores eram estufados, cobrindo muito bem o buraco, e o clitórias se projetava pra fora, duro, brilhante, chamativo. Pude sentir que ela iria protestar pela ameaça, larguei o canivete e me deliciei ao sugar seu líquido, começando de baixo para cima. Passeei a lingua por aquele buraco coberto de luxúria e a senti suspirar quando beijei seu ponto sensível. Fiquei roçando meus lábios ali, provocativamente. Foi a minha vez de a ver perder o controle, pegar minha cabeça e apertar contra sua vagina sedenta. Coloquei o grelo inteiro dentro de minha boca e senti o orgasmo começar a percorrer o corpo dela.

Ouvi meus amigos rindo do lado de fora e aproveitei. Coloquei o clitóris entre os dentes superiores e a lingua e dei delicadas mordidas, que a fez se contorcer em seu ápice de prazer. Ela gemeu e começou a fazer mais barulhos e quando finalmente atingiu o ápice, me levantei e apertei sua boca e bochechas com uma mão apenas, enquanto com a outra, o dedo em riste nos lábios pedia silêncio, e a cabeça se movia lentamente de um lado pro outro.

O corpo dela se contorcia, tremia. Eu tinha a certeza de que ela não gozava há muito tempo. Eu ainda estava furioso com tudo aquilo. Eu precisava ainda da minha vingança e nessa hora arquitetei tudo.

Quando adolescente eu sonhava que minha transa com ela seria linda e meiga, em cima de rosas e um lençol de seda. Ali estava eu, planejando minha vingança em um banheiro sujo de um pesque-pague qualquer. Eu sonhava em dizer "Eu te amo, Andressa" mas acabou saindo:

- Sua puta, você vai pagar por tudo que me fez.

Enquanto a pegava e a colocava com aquele rabo incrível pra cima, com os peitos pra dentro da pia, soltei o botão da calça e o cinto que já estava solto, tirei meu pau da cueca e penetrei, sem cerimônias, fundo em suas entranhas. Senti que ela amoleceu o corpo novamente e levantou mais ainda a bunda, implorando por mais. Só que esse não era meu plano. Tirei um pouco e dei mais uma estocada. Mais funda, mais firme.

- Sabe Andressa. Você sempre teve a bunda mais incrível do colégio e eu cansei de me masturbar pensando nela e em você. Acho que você sabe o que vai acontecer agora.

- Não, por favor, faz tempo que não faço, vai doer.

- Eu não perguntei a porra da sua opinião.

Tirei o pau melado de dentro de sua buceta encharcada e puxei seu corpo mais para baixo. Coloquei na portinha e dei uma ligeira penetrada. Ela levantou a bunda e eu entendi que era tudo charme. Novamente o ódio me subiu à cabeça e eu meti tudo, com vontade, até sentir minhas bolas batendo em sua vagina:

- Implore.

- O que?

- Implore pelo meu pau. Implore pra gozar.

Dei um tapa muito bem servido em sua bunda de pele branquinha, que deu pra ver levantar a vermelhidão com o meio branco, pela violência do tapa.

- Me fode, Miguel, me fode.

- Qual a palavrinha mágica, sua vadia?

- Me fode, por favor. Me fode!

Comecei o movimento de entra e sair com força, rispidez. A cada penetração ela inspirava e soltava o ar quando eu estava tirando. Quando começou a gemer, novamente a amordacei com minhas mãos enormes. Quando senti que ela ia gozar novamente, parei, tirei e a ajoelhei, fazendo ela abocanhar meu pau. Foi somente nessa hora que ela viu meu pênis e falou:

- Eu bem me senti rasgada mas não sabia que era isso tudo, bem maior que do meu marido

O tapa que dei na cara dela foi instintivo, estalado.

- Eu não quero saber da merda que você fez da sua vida.

Ela abocanhou meu pau com vigor. Se deliciou com a cabeça enorme que mal conseguia colocar na boca sem roçar os dentes, lambeu a lateral, as bolas, mordeu minhas coxas. Serviço maestral. Sinceramente, não gosto muito de sexo oral, mas aquele foi muito, mas muito bom. Quando senti que eu ia gozar e puxei seus cabelos mais fundo, tirei e segurei meu orgasmo, até passar.

- A gente precisa voltar, me deixa beber a sua porra.

- Você não merece o meu prazer.

Sentei no vaso enquanto ela tirava o vestido, e ela sentou em cima de mim, esfregando os seios rígidos em meu rosto. Gosto muito dessa posição. Ficamos com olho no olho, a pele em contato inteiro, ela sentando em meu pau com avidez. Novamente, quando começou a ficar mais forte e mais rápido, parei a transa, joguei ela de qualquer jeito, mordendo seus seios. Levantei-a e a fodi em pé.

Essa foi minha diversão, por mais duas vezes, ela quase gozava e eu cortava seu embalo, até que ela:

- Pare de ser ruim, me deixa gozar.

- Implore.

- Por favor, me dá o que eu quero!

- Claro. Com prazer.

Voltamos para a pia e eu a fodi com tudo que sobrou das minhas forças, com velocidade, rispidez. Ela gozou forte, dizendo coisas que eu mal compreendi. Eu também gozei, em seguida, enchendo suas entranhas com meu gozo.

Nesse momento, digo que foi o momento que eu achei Andressa mais linda em toda minha vida. Não foi na formatura do colégio, nem nas peças, ou dançando, ou mesmo quando a turma foi para a praia. Ela satisfeita, com a maquiagem borrada, um sorriso bobo no rosto.

- Eu sempre achei que você era especial, mas não tanto. Obrigada.

- Aqui, pra você comprar uma calcinha nova.

Deixei 100 reais em cima da pia. Coloquei minha calça e saí pra ela se arrumar. Do lado de fora, meus amigos me esperavam com uma latinha na mão.

- E aí, comeu?

Dei risada. Pedro estava muito, mas muito bêbado e conversando sobre qualquer merda que eu mal compreendi. Mal deve ter notado que a esposa havia sumido. Veio até mim novamente:

- É Miguel, tá todo aí fodão e esquece dos amigos dos tempos de colégio. Desculpa mesmo te bater aquela vez, mas no final, casei com ela e a gente ainda tá junto.

Vi Bira fechar a mão, pronto pra começar uma pancadaria generalizada. Disse pra ele, tranquilamente:

- Vamos embora. Aqui já está chato.

Ligamos nossas motos e seguimos nossos rumos. Vamos ver no que vai dar.

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